ATÉ QUANDO?

Quantas vezes você já indagou por quanto tempo ainda conseguirá aguentar as dificuldades que o atormentam?

Quantas vezes, pela manhã, ao despertar, você se sente sem forças para enfrentar o dia que surge?

Quantas vezes já disse a si mesmo que chegou ao limite de suas energias, que não aguenta mais?

E, no entanto, você prossegue, dia após dia, nas lides do trabalho, nas problemáticas familiares, nos embaraços financeiros, enfim…

Crédito da imagem. Tiago Luiz. Todos os direitos reservados.

É bastante peculiar essa capacidade que tem o ser humano de não se entregar, mesmo que pareça estar em quase desfalecimento.

Mais de uma vez, com certeza, você já ouviu falar de crianças e bebês encontrados com vida, após dias de soterrados. Como se recusassem a desistência da luta, da vida.

E nos recordamos dos sofrimentos das mulheres que vivem em países onde lhes são negados quaisquer direitos.

Sem direito à escola, a atendimento médico, a tratamento humanitário.

Mulheres que em plena adolescência, ou ainda na meninice, são dadas em casamento a homens, quase sempre bem mais velhos que elas.

Elas têm seus sonhos destroçados, suas vontades menosprezadas.

Mulheres que sofrem espancamentos por nada e por coisa alguma.

Porque ousaram conceber uma menina, quando o marido aguardava um menino.

Porque tentam andar sozinhas pelas ruas, porque planejam fugir, porque erguem a tonalidade da voz.

Os maus tratos são rotina. E ninguém se importa. O que faz um homem, portas adentro de seu lar, com a esposa ou filhos, não é da conta de ninguém.

Os anos passam e elas vão acumulando no corpo as marcas dos espancamentos: dentes faltando, lacerações, hematomas.

Algumas fogem da vida, por não enxergarem perspectivas de alterações positivas, em suas existências.

Outras, corajosas, optam por estabelecer objetivos para si mesmas.

Objetivos que as mantêm vivas e as fazem não desistir: a vida de seus filhos, a sua liberdade, a liberdade de seu país.

Como uma rocha, enfrentam os ventos turbulentos. Choram, lamentam, mas não desistem.

Quantas agressões pode suportar um corpo humano? Qual o limite?

Algumas ainda carregam a generosidade n’alma, para socorrer seres que creem mais infelizes que elas mesmas.

Uma generosidade que não se abala, nem se contamina pelos desapontamentos e desilusões de cada dia.

E quando têm a oportunidade de fazer algo a benefício de outrem, se entregam até ao sacrifício da própria vida.

São exemplos. Por isso, quando as forças lhe estiverem falhando, pense que dentro de você ainda existem energias.

E não se deixe derrotar, jamais. Um dia, o panorama se modifica. A noite se transforma em alvorada.

Aguarde pelos raios da madrugada nova e não se entregue ao desânimo, em circunstância alguma.

O sol pode demorar a surgir, mas sempre ressurge, afagando a vida e renovando a esperança.

Aguarde, sem abandonar a luta. Amanhã, amanhã pode ser o dia da sua libertação do círculo das dores.

Espere.

Texto publicado conforme autorização por escrito do momento Espírita.

Postado por Lison Costa.

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20 Comentários em “ATÉ QUANDO?”


  1. Lindo, maravilhoso post, não sou evangélica, sou católica e, hoje com 30 anos de idade, com a minha familia simples, minha casinha simples, minha vida simples e, inumeras dificuldades que já passamos e temos ainda, todas as manhãs eu não acordo lamentando-me e sim agradecendo a Deus pela oportunidade de mais um novo dia ao lado de quem eu Amo. Maravilhoso post, parabéns.


  2. Oi Lison, mais um belo texto…adorei…
    quando leio seus textos reflito muito a respeito da importância que damos a cada situação que vivemos em nossas vidas….

  3. Regina Says:

    è claro que nos ingignamos com tantas injustiças, desigualdades, preconceitos…etc,etc…mas é por esse motivo que no meu caso eu busco sempre o refrigério de Deus e ao seu tempo ela faz jusiça e acalma nosso coração e se olharmos sempre ao nosse redor e olharmos para as circunstâncias, esqueceremos de olhar para cima e ver a Deus que está pronto para nos curar de todos esses males que a sociedade as vezes nos impõe!!

    abs

  4. Joana Says:

    Amigo Lisonn
    Um texto muito profundo para reflectir todos os dias das nossas vidas.
    E quando o maltrato é psicológico?!…A dor é ainda maior…
    beijnhos
    joana


  5. Amigo Lison, muitas vezes o peso é como podemos medir os valores existentes em nossas vidas,seu texto é bem para refletirmos todos os dias diante das circunstâncias que nos encontramos.
    Abraços forte

  6. Cris Says:

    Lison,

    Lindo texto! Temos que ter forças, pois nossas vidas são preciosas. Tem sempre alguém que depende de nós ou necessita de nossa ajuda. Lutar sempre!

    Beijocas

  7. erickfigueiredo Says:

    Mais um belo texto que diz muito sobre injustiças que devem ser combatidas.

  8. Leila Franca Says:

    Olá Lison, uma vez eu conversava com alguém sobre o momento da morte. Em que momento, qual o exato momento da morte? Por que é aquele? Por que não é 10 minutos antes ou 10 minutos depois? E a pessoa falou uma coisa que jamais pude esquecer. Que a gente morre quando não aguenta mais. Estaremos vivos enquanto aguentarmos de qualquer coisa.

  9. Joselito Says:

    Grande Lison, a vida é sempre um teste de limites para todos nós, e não deixa de ser uma forma de segregação e sobrevivem aqueles que tem maior auto controle ….é mais ou menos como a lei da selva.

  10. Lilian Says:

    Olá querido amigo Lison,

    Parabéns pelo post!
    Excelente texto, que ns leva a uma profunda reflexão.
    Mas, a pergunta, continuará sem resposta…
    Até quando?….

    Carinhoso e fraterno abraço,
    Lilian

  11. joao assis Says:

    Amigo Lisonn,

    Prevalece a maxima de que as esperanças sempre se renovam.

    Os sonhos que nos mantêm vivos .

    Parabéns pela lindissima postagem.

    Um forte abraço.


  12. Todas mensagens de “Momento Espirita” são muito edificantes. Essa fala do poder de superação das nossas dificuldades, mas às vêzes o desconhememos.
    Não devemos desesperar, jamais.
    João

  13. Luísa Says:

    Olá Lison!

    Excelente texto, que nos leva a pensar na vida e na força que temos e nem sabemos.

    A vida é lá à frente, então vamos apanhá-la!

    Grande abraço
    Luísa

  14. Falbo Says:

    Senhor Lison Costa, paz seja com o amigo!
    Lison texto Um texto muito trite, nos traz uma realidade estampada em muitos rostos, que perduram no anonimato dentro de seus corações, muitas das mazelas que a vida camufla com sutilezas imaginárias, mas muito possível de se tornarem reais.
    Sim existe uma grande parcela que não se entrega, não dá o braço a torcer por muito das colocações que o amigo expõem, seja por medo, ou por retaliação, ou por vergonha.
    Mas é uma boa “pergunta até quando?”
    Bom nada nos impede de ajudar a muitos que se encontram nessas condições, e não precisamos ir longe para encontrar alguém vitima dessas sórdida armadilha viciosa,
    Que muitos trilham por ausência do bem dentro de seu ser, podemos encontrar até mesmo na família, ou no visinho do lado, e se dermos não apenas as mãos mas como interceder dignamente, já é um grito entre meio a multidão de pessoas que se encontram nesse paradoxo maligno.
    Meu querido amigo paz seja contigo e família!


  15. Um exelente post.
    Eu realmente precisava ler algo como isto.

    São inúmeras vezes que nos encontramos desanimados.
    E é uma leitura como esta, que nos fortalece para um novo dia.

    Abraço!

  16. Valéria Says:

    Cada linha que li e reli foram me entrando pela pele, aguçado cada pedacinho das minhas lembranças…

    E todas as vezes que um pensamento destes vinha cutucando minha cabeça, um algo acontecia e me mostrava pessoas com muito menos problemas do que eu, que encaram a vida de frente, os problemas do lado e até fazendo das das limitações um trampolim?

    O que acontece é que às vezes precisamos de “colo” seja qual dificuldade for, um carinho, uma palavra amiga pode dar aquela força que precisamos pra recomeçar.

    Obrigada pelo texto, pela presença, por você.


  17. Olá Lisonn.

    Eu acredito que esse tenha sido um dos motivos de os países emergentes terem suportado a crise. Nós já estamos tão acostumados a servidão e as leis escravagistas que nem nos faz muita diferença se é crise ou não. Por outro lado, o Governo cobra uma taxa de imposto tão alta que pode até se dar ao luxo de enfrentar a crise como se nada tivesse acontecido.

    Seu texto mostra uma dura realidade, o ser humano, através de suas crenças culturas ou de sua própria mente, consegue se superar e conseguir feitos inacreditáveis.

    ABS

  18. ismaelita Says:

    gostei muito do post acrescento pode a tristeza durar até o anoitecer mas, a alegria vem ao amanhecer, a paz


  19. Meu caro amigo, Lison!

    Esta luta diária nossa, de cada dia, é fundamental para o crescimento da alma.
    Jamais desanimeis diante das adversidades.
    No popular ditado, imortalizado por nosso querido Adoniran Barbosa, já está dito:
    “Deus dá o frio conforme o cobertor!”

    Forte abraço!

  20. Márcia Canedo Says:

    Olá amigo Lison, saudações.
    Nossa que profundidade esse texto meu amigo. Realmente esse “Até quando” muitas vezes já me passou na cabeça em momentos onde o desânimo ou desespero se abateram sobre mim. No entanto pouco tempo depois vemos que precisávamos passar por aquela experiência. Reflexivo esse texto , está de parabe´ns pela escolha da postagem.
    BEijos no coração meu amigo
    Márcia Canêdo


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