A FASCINAÇÃO DOS NÚMEROS

Crédito da Imagem. oh James!Todos os direitos reservados.

O inesquecível personagem de Saint-Exupéry, o Pequeno Príncipe, trouxe inúmeros pensamentos sábios ao mundo.

Uma de suas constatações nos diz que as pessoas grandes adoram números.

“Quando a gente fala de um novo amigo, elas nunca se interessam em saber como ele realmente é.” – afirma ele.

Não perguntam: Qual é o som da sua voz? Quais são seus brinquedos preferidos? Ele coleciona borboletas?

Mas sempre perguntam: Qual é a sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa?Quanto o pai dele ganha?

Só então elas acham que o conhecem.” – termina ele por dizer.

Exupéry nos convida a redescobrimos o que há de bom na infância, a redescobrir a pureza, a essência das coisas e da vida.

E quando nos fala, de forma até inocente, sobre as pessoas e os números, nos alerta para algo muito grave: viciamo-nos em números.

Associamos o tempo sempre a números.

Esquecemos que os numerais atribuídos à medição do tempo são convenções, e nos escravizamos a elas.

Muito tempo; pouco tempo; não vai dar tempo; tempo de sobra.

60 segundos; 60 minutos; 24 horas; 365 dias – são números que parecem nos perseguir. Vivem em nossos sonhos, pesadelos e em nossas urgências maiores.

Esquecemos que o tempo é oportunidade, é sucessão de experiências e de fatos, e que deve ser aproveitado ao máximo, tendo em vista nosso crescimento espiritual.

15 anos de vida; 30 anos; quarentões; sessentões; terceira idade – são todos rótulos que criamos no mundo, e que, na verdade, não correspondem à idade verdadeira, à idade da alma.

A idade da alma está associada não ao tempo dos números, mas à disposição, ao humor, ao ânimo, à coragem.

Encantamo-nos ao ver relatos de pessoas que depois dos 90 anos vão aprender a ler, e dizem-se realizadas, sentindo-se mais jovens do que nunca!

Não é força de expressão! Elas são jovens mesmo. A idade do corpo pode ser disfarçada, maquiada. A da alma, nunca.

Como avaliar, julgar alguém, pelo número de dígitos em sua folha de pagamento? Pelas roupas que pode comprar; pelas viagens que pode fazer; pelo ano de seu automóvel?

Dizendo assim, parece absurdo, exagero, mas é a forma de muitos procederem no que diz respeito aos números e aos julgamentos que fazemos.

Muitos têm números como objetivos: números na balança; números das loterias; número de clientes; números de metas de vendas, etc.

Ainda não descobriram que o mundo verdadeiro não é feito de numerais, que os objetivos maiores da vida, as aquisições de maior valor, nunca poderão ser mensuradas desta forma.

É tempo de conhecer os outros e a nós mesmos pelo que somos, e não por tudo aquilo que os números podem contar.

Números nunca poderão medir felicidade. Números nunca poderão mensurar alegria. Nunca poderão ponderar o amor.

*   *   *

Mas se neste mundo ainda não pudermos escapar dos números, pensemos nestes:

Quantos sorrisos damos ao dia?

Há quanto tempo não dizemos que amamos alguém? Não este “Eu te amo” de novela, mas aquele dito e sentido por todas as partes da alma.

Quantos segundos dura seu abraço?

Qual a data que você escolheu para abandonar um vício, para se libertar de algo que o escraviza?

Quantos dias faltam para você começar a ser feliz?

Texto publicado conforme autorização por escrito do momento Espírita.

Postado por Lison Costa.

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13 Comentários em “A FASCINAÇÃO DOS NÚMEROS”

  1. Valéria Says:

    Como sempre amigo… texto maravilhoso!
    E que verdade… estamos fortemente presos aos números (o ter)…
    Beijo enorme no seu coração

  2. Jânio Says:

    Olá Lisonn.

    Uma bela reflexão, sem dúvida nenhuma.

    Um texto que nos faz pensar sobre o mundo, como viver com ele, como não conseguir viver sem ele.

    Fazer um balanço entre a consciência e a inconsciência é uma boa foram de exorcizar nossos demônios.

    ABS


  3. Muito bom o texto. Como somos prisioneiros dos números, estamos sempre atrelados a ele, e preocupados, e na realidade não percebemos que são apenas numeros provisórios em nossas vidas, assim como a vida, não sabemos o dia de amanhã que será um número a mais.
    Abraços forte

  4. Diego Says:

    Amigo, um texto rico assim teria que vir de uma pessoa que eu considero alem de um amigo, um cara inteligente e sensato. E se curte o Pequeno principe, que por sinal eu já li e reli trocentas vezes…Só posso dizer que seu conceito subiu mais ainda no meu ver.

    abçs

  5. Luísa Says:

    Lison,

    Um texto encantador! Com apenas dez caracteres se gere o Mundo. É miseravelmente pouco.
    Nós somos um número, comemos números, amamos números, trabalhamos por números, geramos números. Somos uma quantidade. Quem se importa com a nossa qualidade? Até nós próprios nos esquecemos da sua importância…

    Grande abraço
    Luísa

  6. Joselito Says:

    Realmente Lison uma grande reflexão … e não deixa de ser uma suprema verdade … desde os primórdios a raça humana optou em se resumir em números, e não saberia viver mais sem estas relações tão nefastas, mas também tão necessárias …. infelizmente …. pouco mudará.


  7. Lison.
    Exupéry em sua obra mostrou toda uma filosofia de vida, um mundo mágico, onde as idéias simples fazem parte do viver. Mas não tão simples não é? Nós, seres humanos nos perdemos em números, deixando pra trás a essência das coisas, o que realmente importa.
    Adorei refletir sobre o tema, e te pergunto: Quantos abraços recebeu hoje? Receba um, o meu.

  8. ivandro Says:

    Toda a leitura desta obra maravilhosa é uma lição de vida para qualquer pessoa de qualquer idade que devemos faze na pratica.

  9. isma Says:

    MUITO BOA ESTA POSTAGEM É POR AI MESMO AS PESSOAS SE PREOCUPAM MUITO COM A QUANTIDADE,QUANTOS ANOS..NÃO COM A QUALIDADE,GOSTEI

  10. Janilton Says:

    Amigo Lison,

    Esse texto é realmente uma grande reflexão. Vivemos em um sistema de números, sistema criado pelo o homem. Números para orientarmos quanto ao tempo, valores, medidas etc… não tem mais como não sermos escravos dos números, infelizmente.

    Parabéns pelo excelente texto.

    Abraços!


  11. Excelente artigo!

    Pensamentos maravilhosos, realmente transcende dos nossos pensamentos,

    Parabéns!

  12. Denize Says:

    Lison amigo,

    Que bela reflexão você nos trouxe, como de costume.

    Penso que este é mais um dos paradoxos humanos. Criamos símbolos para que possamos nos organizar e viver melhor e acabamos escravizados por eles.

    Acabamos nos distanciando do que verdadeiramente importa.

    Uma vez, há muitos aos atrás, um Pequeno Príncipe me disse e eu nunca mais esqueci: você é responsável por aquilo que cativa. Outra linda lição, você não acha?

    Grande Abraço

    Denize

  13. Leila Franca Says:

    Olá Lison,

    Os números servem para dar precisão a uma informação, não é? Muitas pessoas, por exemplo, comemoram o nascimento de um bebê, mas dizem sempre o peso da criança ao nascer.

    Muitas vezes os números são cruéis. Em muitos lugares somos apenas o número de identidade e cpf.

    Vc vê como no dihitt quanta gente se preocupa com seu número no rank…rsrsrs

    Os números estão aí para nos ajudar ou atrapalhar. Cabe a nós escolher.


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