O PALCO DO MUNDO
Poeticamente, os escritores se referem, por vezes, ao mundo, como um grande palco.
A vida seria, então, nada além de uma peça teatral.

Crédito da Imagem. GBB729. Todos os direitos reservados. - Camarotes superiores e a cúpula interna do Teatro Amazonas.
Em verdade, se vivêssemos pensando que estamos em um palco, possivelmente nos sairíamos melhor na representação do papel que nos compete.
Para o êxito de uma peça teatral, uma grande equipe se faz necessária. E um número quase sempre maior dos que aparecem no palco, trabalham nos bastidores ou jamais pisam sequer as dependências do teatro.
Os papéis se distribuem por ordem de importância. Sem o respeito ao desempenho individual e ao que ele representa, não haverá êxito.
A harmonia do conjunto é que resulta no sucesso da apresentação. O escritor, o diretor, o figurinista, o maquiador, o iluminador, os atores – todos têm seu momento próprio para agir.
Da sua atuação específica depende o resultado final.
Não se concebe que, em meio à apresentação do principal personagem, o funcionário deixe a mesa de iluminação e diga: Não esqueçam. Esta cena só ficou tão boa por causa do jogo de luzes. Ah! Se não fosse eu.
Durante o espetáculo, quando a platéia se emociona, com a representação da heroína, jamais a costureira irrompe no palco para chamar a atenção sobre um detalhe do figurino, que realça a silhueta da atriz.
Em suma, cada um desempenha o seu papel, a seu tempo, do seu modo.
Quanto melhor isso ocorre, maior o sucesso, melhor o resultado final.
Se começarmos a pensar que nos encontramos em um palco e uma grande platéia nos assiste, é possível que sejamos mais gentis e educados.
Se pensarmos que para representar o grande ou pequeno papel que nos foi confiado, dependemos de tantos, trataremos melhor as pessoas.
Não desprezaremos pais envelhecidos e enfermos. Afinal, foram eles que nos possibilitaram a chegada ao palco do mundo.
Teremos em melhor conta professores valorosos que nos ensinaram o alfabeto, o segredo dos números, o intrincado da ciência e da filosofia.
Especialmente não desejaremos para nós os aplausos e ovações que a outro pertencem.
Iremos nos sentir satisfeitos por atuar ao lado do ator extraordinário, aprendendo com ele. Sem desejar ou tentar roubar a cena.
Finalmente, quando a cortina se fechar, denunciando o final da peça, poderemos dizer alegres, embora cansados: Que bom! Tudo saiu muito bem!
* * *
Da próxima vez que alguém estiver brilhando mais do que nós: é o seu papel, no momento.
Para isso nasceu, se preparou, ensaiou. Se desejarmos brilhar tanto quanto ele, realizemos o esforço que ele despendeu.
Mas, se nosso papel nos exigir a permanência nos bastidores, ainda assim façamos o melhor.
O que realmente importa é o nosso desempenho. Será ele que merecerá a imparcial avaliação do Criador da peça e dono do teatro: Deus, nosso Pai.
Texto publicado conforme autorização por escrito do Momento Espírita.
LISON COSTA.
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31 31UTC janeiro 31UTC 2010 às 3:16 am
Adorei o texto Lison! Muito bom!
A observação de que “cada um desempenha o seu papel, a seu tempo, do seu modo” é muito sábia.
Agradeço pelo belo post do amigo.
Abraço e muita paz, Fernandez.
31 31UTC janeiro 31UTC 2010 às 3:24 am
Lison,
que lindo texto você nos presenteia.
Uma grande realidade que traz à reflexão!
Obrigada por compartilhar!
Parabéns!
Abraços
31 31UTC janeiro 31UTC 2010 às 6:10 am
A cada peça representada temos um papel. Uma bela reflexão, sem dúvida. E se na peça da qual estamos participando hoje, tivermos um bom desempenho, provavelmente na próxima poderemos ter um melhor destaque.
Este texto deixa-nos a refletir sobre cada uma das frases.
31 31UTC janeiro 31UTC 2010 às 7:01 am
Aceitar que outros atores, neste palco da vida, brilhem mais do que nós é sempre desconfortante e desanimador. A importância de uma reflexão como essa se faz necessária para compreendermos que cada um tem seu momento, que cada ator tem seu papel e que dele depende se haverá aplausos ou vaias.
Obrigado meu amigo. Por vezes é preciso ler coisas assim.
Um forte abraço!
31 31UTC janeiro 31UTC 2010 às 11:45 am
Bastidores e Palco: apenas aparências. O destino de Nações se decidiram nos bastidores, por funcionários subalternos. O trono da França era impotente diante do Cardeal Richelieu. Carlos Martel, um mordomo de Clóvis, é que fundou a dinastia Carolíngia.
A importância de cada um é implícita, e não deve-se julgá-la pelo brilho da roupa, mas pela habilidade interior.
Abçs e PP!
31 31UTC janeiro 31UTC 2010 às 1:09 pm
Olá Lisonn.
Um texto aparentemente claro, mas com detalhes bem sutis, como o nosso papel nessa história. Eu, particularmente, tenho uma admiração especial pelos coadjuvantes, eles possuem maturidade, estão sempre aprendendo.
Quando fecham-se as cortinas, esse é o momento mais poético de nossa vida, sem dúvida, o momento em que todos aplaudem, onde todas as pessoas são ovacionadas: os mocinhos, os vilões, coadjuvantes…
Belo texto.
ABS
31 31UTC janeiro 31UTC 2010 às 8:17 pm
Amigo muito bom, esse é o nosso papel neste palco da vida.
Abraços forte
1 01UTC fevereiro 01UTC 2010 às 3:31 am
Olá querido amigo Lison,
Parabéns pelo post.
Texto excelente e profundo.
Cada um de nós exerce um papel no mundo em que vivemos e cada qual tem sua importância e igual equivalência, pois o ser humano é um ser coletivo e não individual e não será nada, mas nada mesmo, sem a somatória de todos, sem as ações sequenciais de cada um que geram o todo.
Parabéns amigo.
Carinhoso e fraterno abraço,
Lilian